
Eurídice e o Instante
Coreografia: Vasco Wellenkamp
Música: Concerto para Violino n.º 2, Philip Glass para a Orquestra Filarmónica de Viena
Figurinos: Liliana Mendonça
Design de Luz: Orlando Worm
Bailarinos: Maria Mira, Ricardo Henriques
Orfeu amava Eurídice. Numa história de amor cativante, Eurídice foi perdida para Orfeu quando a desgraça a atingiu. Precisando desse amor para justificar a sua existência, Orfeu desceu ao mundo subterrâneo dos deuses gregos para resgatar a sua amada através da sua música. Com a música de Glass, Wellenkamp apresenta este amor maior do que a própria morte. Consumidos pela paixão e pela sensualidade, este par conduz-nos ao amor mais profundo, numa relação simbiótica entre música, movimento, desejo e entrega. Entre o que os separa e o que os atrai, um momento pode ser suficiente para que o “para sempre” exista, ou para que seja evitado. No seu reencontro, as dúvidas dissipam-se e o amor permanece. Naquilo que parece irremediável, os abraços reconectam-se, os corpos voltam a unir-se, as emoções regressam aos corações. Enganado por fantasmas, sucumbindo a ilusões, Eurídice permanece na sua morte, enquanto Orfeu caminha na sua perda.
